A Critical Survey of Crash

10 04 2008

by Pedro Groppo

J.G. Ballard’s most controversial novel, Crash (1973), embodies his ambiguity toward aesthetics, morals, sex, and violence as it conflates car crashes and sexual desire. The concept of “death of affect,” a distancing stance that keeps morality and affect at bay while appreciating some aesthetic aspects of an event is often used in conjunction with Ballard’s fiction. The critical debate over Crash, according to Andrzej Gasiorek, tends to center around its moral rather than aesthetic values (82), attempting to examine the moral ambiguities of Crash to try to understand and better appreciate this much misunderstood novel from a variety of perspectives. Read the rest of this entry »





Crash, o onde o bate-bate encontra a casa de burlesco.

7 04 2008

“Crash – Estranhos Prazeres” (Max Prime, 22h15) talvez seja o filme certo para nossos dias (especialmente o dos paulistanos). Sua história gira em torno de um grupo de pessoas para quem os carros não são feitos para andar, e sim para trombar. É um prazer semelhante àquele que temos na infância, brincando nos carros bate-bate dos parques. De certa forma, todo mundo sabe que os carros não foram feitos para andar. Eles foram feitos para impressionar garotas, para deixar os vizinhos com inveja e os sócios desconfiados. Os automóveis são a quintessência do progresso -o problema é que já não se faz progresso como antigamente- e o signo da liberdade. Mas a liberdade nunca será tal se vigiada, se não trouxer embutida a hipótese de autodestruição. É a isso que se dedica esse grupo de malucos do filme de David Cronenberg: a produzir ferro retorcido e corpos retalhados. Isso não é, claro, a única função dos carros. Mas andar, simplesmente, pelas ruas também não.